1 de nov. de 2017

KIRIMURÉ (BAÍA DE TODOS OS SANTOS)

No começo do mundo, uma grande ave de plumas muito brancas partiu de muito longe e, voando noites e dias sem parar, alcançou o litoral de uma terra imensa onde, exausta da longa jornada, caiu morta. Suas longas e alvas asas, abertas no solo, transformaram-se em praias brancas.
No lugar onde o coração bateu na terra abriu-se uma grande e profunda depressão que as águas do mar invadiram, e suas margens foram fecundadas pelo sangue da ave lendária.
Assim acreditavam os senhores primitivos da terra – os Tupinambás – que teria nascido kirimuré, a vasta baía de águas meigas e os seus Recôncavos, que o branco europeu depois denominaria de Baía de Todos os Santos, (Lenda índigena dos primórdios do povoamento do Brasil).

Mapa Antingo da Baía de Todos os Santos

Maior baía do Brasil, com extensão de 1.052 km2 e profundidade de 42 metros. Com 56 ilhas espalhadas, sendo a maior delas a Ilha de Itaparica. Sua formação compõe uma espécie de ancoradouro natural, o que logo despertou o interesse dos portugueses, que enxergaram aí um potencial para a comunicação com a metrópole.

Cidade Baixa - Baía de Todos os Santps (web)

No século XVI, o porto ali instalado tornou-se o mais importante do Hemisfério Sul, servindo para o escoamento de produtos do Brasil e toda América Latina. Era também a porta de entrada para os escravos, chegados das diferentes regiões da África, para trabalharem nos engenhos de açúcar do Recôncavo Baiano. Seu nome vem do fato de ter sido fundada no dia 1º de novembro de 1501, dia de Todos os Santos, por Florentino Américo Vespúcio, que em primeiro de novembro de 1501 entrou na ampla barra dessa baía, em uma das seis naus da expedição exploratória de Gaspar de Lemos, o mesmo piloto da nau mensageira.

Fonte: http://salvadorhistoriacidadebaixa.blogspot.com.br/2010/11/baia-de-todos-os-santos.html

2 de fev. de 2017

Dia 02 de fevereiro, dia de Festa no Mar!!!





A festa de Iemanjá acontece desde 1923. Segundo alguns pescadores da colônia de Pesca Z1, eles passaram por um período de escassez de peixes, por causa de pescadores que ao puxarem a rede do mar encontraram a imagem de uma sereia a qual afirmaram ser de Iemanjá, a rainha do mar. A retiraram da rede e a levaram para igreja de Santana, onde rezaram uma missa, muito triste a sereia chorou e como castigo resolveu não dá peixes aos pescadores.

Então os pescadores fizeram promessas à Rainha das Águas pedindo a fartura, foram atendidos e suas redes cheias. Desde então passaram a homenageá-la, com uma procissão marítima, levando presentes feitos por eles e doados pelo povo que acreditava na sereia. A festa iniciou com um quantitativo de 25 pescadores. Moradores de toda a cidade, devotos ou não do Candomblé, aproveitam para dar seus presentes e agradecer as graças alcançadas, tornando-se uma das mais belas e tradicionais manifestações culturais da cidade do Salvador.

Representação de Iemanjá - Itaparica, fevereiro 2015


Nesta mesma região foi construída pelos pescadores, a Casa de Iemanjá, segundo s.r. Eustáquio, pescador e fundador da festa, os pescadores não estavam mais de acordo em pagar o dizimo a Igreja de Santana, em represaria o padre da época proibiu que a festa fosse realizada na igreja, então os pescadores decidiram que com o dinheiro do dizimo iriam fazer a própria festa de Iemanjá e construir uma casa para ela, a mesma foi construída em frente à sede da Colônia de Pesca Z1 e próxima a nova igreja de Santana, em 1924. Rompendo assim a relação de sincretismo entre o candomblé e catolicismo, hoje é um das festas onde a igreja católica não participa. 

Presente de Iemanjá Porto dos Santos - Itaparica, janeiro 2017


A festa tornou-se tão popular que recebe pessoas de diversos locais do país e do mundo. A festa tornou-se tradicional neste mesmo ano, mas foi em 1972 que a casa passou a ser chamada oficialmente de Casa de Iemanjá. A casa junto com a colônia de pesca Z1 foram reformadas em 2008, pelo artista plástico Ed Ribeiro, ele fez em suas paredes um mosaico de azulejos em homenagem a rainha do mar, com características marinhas, com imagens de Iemanjá, barcos e estrelas do mar. Já a escultura da sereia que fica localizada em frente à Casa de Iemanjá foi confeccionada em 1970 pelo artista Monoel Bonfim, feita em gesso e assentada sob um pedestal de concreto, revestido com aplique variados, como conchas e pedras portuguesas.





REFERÊNCIAS PESQUISADAS




AMADO, Jorge. Baía de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios - 40 edição. Rio de Janeiro: Record, 1996.

ARAÙJO, Ubiratan Costa de. Salvador era Assim. Memória da Cidade. Salvador: IGHB, 1999.

DOREA, Luiz Eduardo. História de Salvador nos nomes das suas ruas. Salvador: EDUFBA, 2006.


FERRAZ, Gilberto. Bahia- Velhas fotografias. 1855/1900. Rio de Janeiro: Kosmo editora, 1988.


LOPES, Licídio. Rio Vermelho e suas tradições: memórias. Salvador, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1984.


NASCIMENTO, Francisca Rêgo. A questão da territorialização das baianas no trecho Largo de Santana- Largo da Mariquita. Salvador: UFBA, 1999.


PORTO FILHO, Ubaldo Marques. Rio Vermelho. Salvador: AMRV, 1991.


RISÉRIO, Antônio. Uma história da cidade da Bahia. 2 ed. Rio de Janeiro: Versal, 2004. Disponível em: http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Jos%25C3A9_Joaquim_Seabra&O0Dng&lc=pt-BR&=1&m=825&host=www.google.com.br&ts=1457685723&sig=ALL1Aj44- zPt3BqOutn5wrQPAwLNvg. Acessado em: 04 de março de 2016.


Disponível em: http://www.funceb.ba.gov.br/mab/p_historia.html. Acessado em: 04 de março de 2016.


Disponível em: http://www.ubaldomarquesportofilho.com.br/paginas.aspxi. Acessado em: 04 de março de 2016.


Disponível em: http://blogdoriovermelho.blogsspot.com/2011/04/origem-do-nome-rio-vermelho-segundo-o.html. Acessado em: 04 de março de 2016.


Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Vermelho_(Salvador)&ei=xm8CqiN&lc=pt-

BR&s=1&m=825&host. Acessado em: 05 de março de 2016.


Disponível em: http://www.portaldoriovermelho.com.br. Acessado em: 05 de março de 2016.


Disponível em: http://salvadorhistoriacidadebaixa.blogspot.com.br/2011/08/riovermelho2suasigrejas.html. Acessado em: 05 de março de 2016.


Disponível em: http://www.arautos.org/br. Acessado em: 10 de março de 2016.


Disponível em: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/07/mercado-do-peixe-vai-
virar-quiosque-e-permissionarios-serao-realocados.html. Acessado em: 10 de março de 2016.


Disponível em: http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2015/12/restaurante-em-casarao-doseculo-18-fatura-r-500-mil-mensais-na-ba.html. Acessado em: 10 de março de 2016.


Disponível em: http://atrade.uol.com.br/mobile/cultura/noticias/171563&ei=hnglGvHI&lc=pt-
BR&S=1&M=825&host=www.google.com.br. Acessado em: 10 de março de 2016.





Arco de Resistência: Os Tupinambá, as Alianças Africanas e a Verdadeira História da Independência em Itaparica

Imagem da Galeria Rizoma A consolidação da Independência do Brasil não se deu por meio de um decreto pacífico nas margens do Rio Ipiranga; e...